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Extensão, territórios e esperança: debates do FOREXT apontam novos caminhos para as universidades comunitárias

Foto do debate

Foto do encontro

Como formar estudantes capazes de compreender os territórios em toda a sua complexidade? Como formar profissionais capazes de compreender os territórios não apenas como espaços geográficos, mas como ecossistemas vivos de relações, saberes, memórias, afetos e possibilidades de futuro? Como fortalecer a relação entre universidade e sociedade diante dos desafios contemporâneos? Essas foram algumas das questões debatidas durante a reunião da Câmara Sudeste do FOREXT - Fórum Nacional de Extensão Universitária, onde a professora Jackeline Farbiarz, Vice-reitora de Extensão e Estratégia Pedagógica da PUC-Rio, atua como Vice-coordenadora. Realizado em 3 de junho na PUC Minas, o evento promovido pela Câmara contou ainda com a participação da professora Roberta Portas, coordenadora central de Inovação e Estratégia Pedagógica da PUC-Rio.

O encontro evidenciou o papel estratégico da extensão universitária na construção de práticas acadêmicas comprometidas com a transformação social. Entre os temas centrais esteve a Matriz de Saberes Territoriais, proposta que busca orientar diagnósticos socioterritoriais e apoiar docentes na aproximação entre os conteúdos curriculares e as realidades vividas pelas comunidades.

A matriz reúne conhecimentos relacionados a diferentes dimensões da vida cotidiana, como habitação, mobilidade, acessibilidade, esporte, cultura e convivência, associando-os aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A meta é ampliar a capacidade das universidades de compreender e responder às demandas dos territórios.

Outro destaque foi a apresentação de metodologias que incentivam os estudantes a percorrer cidades e comunidades, observando, registrando e formulando questões a partir da experiência concreta dos espaços. A proposta valoriza a escuta e a observação como instrumentos fundamentais para a formação cidadã.

Os participantes também discutiram a importância de estruturar projetos que ultrapassem os limites de uma única disciplina, promovendo percursos formativos mais integrados e contínuos.

A reunião abriu uma reflexão inovadora sobre os chamados territórios digitais da extensão, considerando que, em um contexto em que serviços públicos, relações sociais e oportunidades de participação passam cada vez mais pelos ambientes digitais, compreender essas novas territorialidades torna-se essencial para a atuação universitária.

Um dos momentos mais inspiradores compartilhados durante o encontro teve origem na fala do prof. Marcio Tascheto, da Universidade Franciscana de Santa Maria, ao apresentar a extensão como uma prática capaz de “desorganizar o pessimismo histórico”, recuperando possibilidades esquecidas principalmente pelos mais vulnerabilizados. Para a Vice-reitora Jackeline Farbiarz, Vice-coordenadora da Câmara Sudeste, a prática da extensão pode ser compreendida como lugar educativo de construção coletiva de futuros possíveis. Nele há a reconstrução coletiva de caminhos de esperança, no reconhecimento de que o conhecimento é produzido nos territórios e com os territórios.

Na reunião geral da Câmara, realizada durante o evento, foi definido o dia 6 de outubro deste ano como data para nova edição do evento a ser sediado pela PUC-Rio.

Foto do debate